quarta-feira, 15 de maio de 2019

IDIOTAS ÚTEIS, UNS IMBECIS, DISSE O PRESIDENTE DA REPÚBLCA AOS ESTUDANTE E PROFESSORES DE SEU PAÍS



IDIOTAS ÚTEIS, UNS IMBECIS, DISSE O PRESIDENTE DA REPÚBLCA AOS ESTUDANTE E PROFESSORES DE SEU PAÍS


IDIOTAS ÚTEIS, UNS IMBECIS, DISSE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA AOS ESTUDANTES E PROFESSORES DE SEU PAÍS

Afirmou o presidente do Brasil: "Não existe corte. (Se não existe corte, o que existe senhor presidente? Você apenas troca o conceito, mas não sabe conteúdo, nem de um nem de outro. Talvez do segundo, o senhor possa ter uma leve noção, pois é soldado! Já expliquei isso numa outra postagem, confira o blog:
https://jotasilviofilosofia.blogspot.com/ .
Por favor, postem lá!

Dele, não espere outra reação, outra coisa diferente senão isso. Para ser sincero, penso que ele foi até ponderado. A mãe de meus filhos estuda esse homem desde 2011 (mestrado dela), e eu a acompanho (desde 2011), que ela já sabia o caminho das pedras! Ninguém a ouviu por aqui, nem por onde andou. Aplausos a ele como dizem os portugueses! Segui os passos dela e percebi que ela não errou! Venho observando essa cara de uma certa data, o ano passado não perdia sequer um vídeo dele atolado em fake!
Afirma o senhor presidente do Brasil, hoje, 15 de maio de 2019, após as manifestações de estudantes e jovens pela manhã: Numa entrevista concedida a uma rede televisiva ele disse: “Hoje nós temos um problema que, eu peguei um Brasil destruído economicamente (Pegou por que quis senhor Jair Bolsonaro, ninguém lhe convidou para subir a rampa do Planalto.) Agora, senhor, tenha paciência, deixe de culpar os outros pela sua imbecilidade. Não culpe os outros pela sua incapacidade; trabalhe e deixe de falar asneiras, sente com sua equipe e faça um projeto viável para o nosso país! Fala bobagem cedo e a tarde pede desculpas! Já chega o que disse na ocasião de sua viagem aos Estados Unidos. Quando o presidente Luís Inácio Lula da Silva governou esse país, não ficou jogando na cara dos governos anteriores (típico de incompetentes). Ele deu nova cara ao país, ou não? Alguns acreditam de pé junto que ele roubou! Outros tiram sarro dele, riem dele! Tem um monte de gente assim ainda!

Continua o senhor Jair Bolsonaro: "também, então as arrecadações não eram aquelas, prevista de quem fez orçamento" Não me diga senhor deputado, trabalhou 27 anos na política e isso é uma novidade! - (Não me diga que o senhor não sabia que a política brasileira era assim? Você chama a garotada de imbecil e quer que eu cale a boca, escutando o senhor afirmar coisas absurdas? Continua o senhor presidente: "Se não houver contingenciamento, "eu simplesmente entro de encontro com a lei de responsabilidade Fiscal. Como assim, o senhor entra de encontro? "Entro de encontro?" Seu avião senhor, me perdoa, seu "aviãozinho" vai de encontro ao mar, o bico vai arrebentar antes de encostar no fundo do oceano!
Colegas companheiros e amigos, Jair Bolsonaro, nas entrelinhas, afirma que nós universitários/as, professores/as pesquisadores/as, afirma também que professores do ensino fundamental e médio: "somos idiotas úteis, uns imbecis uma vez que nossa tarefa de ensinar está fadada, tem exatamente 13 anos que não ensinamos nada, ao mesmo tempo, culpa o governo do PT. Afirmo para os curiosos, não sou petista! Bolsonaro culpou o governo do partido dos trabalhadores, ao longo de treze anos. (Quando alguém não tem competência para determinada tarefa, costuma joga na cara do outro.
Afirmo como toda certeza histórica e cultural, não foi durante 13 anos que o Brasil foi destruído! Vocês que pensam dessa forma pensam equivocadamente. O nosso problema é histórico, não sei quantas vezes afirmou isso aqui, a história brasileira, em sua gênese é triste, é horrível desde o início. Alfredo Bozi, Holanda, Gilberto Freire, sabem disso, somos historicamente, elitistas, burocráticos, escravocratas, sexistas! Fomos dilacerados desde o princípio, fomos roubados e outros adjetivos que quiserem mais.
"A lei do contingenciamento deve continuar, continua a entrevista. "a garotada da nona série não sabe uma regra de três simples" não sabe a fórmula da água", no fundo e bem no fundo ele está a dizer os professores/as e professoras do ensino fundamental são burros e burras. Não sabem ensinar. Diz ele, não existe corte, existe um problema, "gostaria que nada fosse contingenciado, em especial a educação, mas a educação também está deixando muito a desejar, “cada vez mais ladeira abaixo" "a garotada da nona série, com 15 anos de idade, 70 % não sabem a regra de três simples, " "parte deles não tem qualquer qualificação.

Sobre as manifestações diz ele, "é natural, é natural".
Somos uma minoria, "massa de manobra"  "a maioria ali é militantes, não tem nada na cabeça, ", "se perguntar 7x8 não sabe, se perguntar a fórmula da água, não sabe nada, são uns idiotas úteis, uns imbecis, estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona. "
Você chama a garotada de imbecil, você correu do debate, seu filho desmaiou, presidente, eu te pergunto, você sabe regra de três? Pelo jeito não sabe, provo muito isso, quando lhe perguntaram pela economia o senhor disse que isso era com o Guedes e nada sabia sobre! Que vergonha, um torneiro mecânico deu um banho no Guedes e no senhor. Você disse que 70 % da garotada não sabe quanto é 7 x 8, eu afirmo com certeza, veja sua regra de três: Damares, Abraham Weintraub e Guedes, quer retroceder mais? "Velez". Caramba! Cada recuo seu é uma regra de 20 equivocada.  Um presidente brasileiro que beija a bandeira americana, bate continência para um Pato Donald, que diz que seus compatriotas que estão nos Estados Unidos são corruptos, além de mil outas asneiras, chama a garotada de seu país de bunda mole e idiotas úteis, vejo que você não sabe regra de três.

15 De maio de 2019 - 16 horas e 12 minutos


sábado, 27 de abril de 2019

PROFESSORES/AS DE FILOSOFIA, SOCIOLOGIA, DIREITO E DE CIÊNCIAS SOCIAIS CADA UM, CADA UMA DEVE SER DESMASCARADO/A? A democracia do senhor guru




Prezados e prezadas colegas,
Técnicos-administrativos, Estudantes, Professores/as da
UFG e da UFG/REJ e de outras tantas.
Solicito gentilmente, repassem aos seus e suas colegas, amigos e amigas, familiares, a outras instituições, via rede social, leia para sua família. Se, conveniente for, caso não, agradeço igualmente.

A Democracia do Senhor Guru

De antemão devo esclarecer-me, num tempo midiático e imagético, de não leitura, de frases grossas, curtas e rápidas, insisto em escrever – digitar um pouco mais. Esse é um convite, se a preguiça é sua companheira, joga ela fora um minutinho. É uma manifestação particular, é um posicionamento em relação ao governo e uma política estranha, adotada por ele, contra todos/as brasileiros/as. O objetivo desse manifesto é formar uma corrente em todo o Brasil, por gentileza, multipliquem, espalhem para seus e suas colegas, amigos e amigas, não se esqueçam de um/a só  companheiro/a. Multipliquem em seus e-mails,  pelas instituições, seja nas escolas ou nas igrejas, ou nos hospitais ou  nos sindicatos, órgãos governamentais ou não, a nossa luta não é tão-somente em favor de disciplinas as quais são desconstruídas/inferiorizadas por um (des)governo sem controle, ao contrário,  é a favor do Brasil, da democracia, da justiça da igualdade, precisamos mobilizar todos e todas brasileiros e brasileiras. Que essa comunhão seja o elo que manterá a democracia, a justiça, a paz de todos nós, de nossas crianças e jovens, idosos, homens e mulheres de boa vontade, e de coragem. Precisamos ir às ruas!

"Que ninguém nos intimide.”

Convido todo os catadores/as de papel, de lixo, técnico/as das inúmeras e distintas profissões, eletricistas, encanadores, operantes de máquinas e de sistemas de informação, engenheiros/as de todas as áreas, também os/as cientistas, os/as astrônomos/as, astrofísicos/as, advogados/as, professores/as de todo o país, sociólogos/as antropólogos/as, geógrafos/as, arqueólogos/as, ambientalistas, dentistas frentistas,   homens e mulheres da tecnociência e das mídias em geral,  médicos e médicas, banqueiros/as, padeiros/as, pedreiros/as, ferreiros, carpinteiros, profissionais liberais, historiadores/as, trabalhadores e trabalhadoras de supermercados, de lojas de lojinhas do comércio, trabalhadores/as de escritórios, vereadores e vereadoras, políticos e políticas,  funcionários/as dos mais diferentes encargos públicos e privados, prefeitos e prefeitas, governadores/as, ex-presidentes/a, indígenas de todo território brasileiro, religiosos e religiosas, padres e freiras, pastores/as que conhecem adequadamente a história do homem da cruz. E da luz. Bebedores/as de álcool e de pinga, viciados/as em heroína e em crac, jornalistas, arquitetos/as/, senhoras de casa, senhoras do lar, prostitutas/os e os ladrões/as. As madames e suas pajens, heteros, homos, gays,  pretos, pardos, brancos e indígenas, mães e pais que padecem de injustiças, mulheres estupradas nas praças e ruas de todo o país, farmacêuticos e farmacêuticas, todos e todas, desempregados/as, proprietários/as rurais, homens e mulheres de negócios e também do campo, homens e mulheres que trabalham com e na bolsa de valores, funcionários/as de bancos, homens e mulheres de letras, das artes, cantores e cantoras, os/as capoeiristas, poetas e poetizas, pintores/as, matemáticos/as, jogadores/as futebol e praticantes de todos os esporte, bailarinos/as, ginastas, mulheres ativistas negras, indígenas e brancas, crianças e jovens; não somos poucos, nós somos muitos.
Postem sim, suas fotos, imagens, seus afetos, seu time de futebol, suas gracinhas, suas piadas, seus vídeos, seu trabalho, suas flores, seus namorados/as, suas recordações, vivam felizes nesse mundo imagético, é possível, mas sobretudo, estejam atentos/as, conscientes e organizados para uma grande meta, unirmos, para além disso, olhem com carinho para o Brasil, em especial para esse povo que sofre desde o momento que nasceu, saiam de seus escritórios, de suas casas, de suas lojas, de suas farmácias, de suas mansões, de seu trabalho, de seu teatro e de sua ilusão criada e criadora.
Isso não é coisa e criatividade, desse que está aqui a digitar essas breves linhas, por favor, não tenham preguiça de fazer essa leitura. Em tempo de imagens e de frases curtas, em tempos da não leitura, insisto em escrever um pouco mais. Insisto em cantar em filosofia. Homens e mulheres das ciências agrárias, biólogos e biólogas, técnicos/as em informática e enfermagem, pesquisadores/as das mais diferentes e distintas áreas de conhecimento, homens e mulheres da vida, se aproximem, vamos conosco. Aproximem-se prostitutas e prostitutos, cheguem mais perto.
Nós somos em maior número, isso não é uma utopia. Sendo ou não, nossos adversários, eram em um número bem menor, e numa simples caminhada na praça venceram as eleições. Aquilo foi democracia ou um embuste jamais visto no mundo contemporâneo. Deram o golpe assim como sempre fazem. Nesse jogo de dominantes e dominados quem paga a maior dívida, são os aposentados, são as mulheres em geral, sobretudo, as [...] rotas e alteradas [..] como imortalizou numa canção, o gênio, Nei Matogrosso, vocalista de um dos maiores conjunto dos anos 70, Secos e Molhados. Também a dívida será paga e devolvida aos cofres públicos pelos impostos dos trabalhadores/as, em especial, os de baixíssima renda. Também pagam os/as desempregados, enfim, todos/as nós trabalhadores/as do Brasil. Apenas quatro ou cinco por cento de mais de 200 milhões de pessoas chegam numa universidade, dificilmente a completam com qualidade e esmero. Nosso povo simples necessita de arroz com feijão, eles passam sede e fome, quinze milhões ou mais estão sem emprego, mas, mídia mascara quando calcula um total de doze (12) milhões de desempregados/as. Dita, quem tem poder, escreveu Michael Foucault, escuta e obedece os pobres de espírito e os dominados. Aplaudem os que estão com a vida ganha. Trinta e um (31) milhões de indivíduos não foram às urnas, essa dita democracia foi e é arranjada, por favor, escutem! Por favor!
Isso não é democracia e sim, tirania, ou coisa pior. Tem coisa pior? Mais de três meses de desgoverno, nenhum presidente em tão curto período de tempo foi tão incompetente e falacioso, não trarei números, não é necessário, pois, é visível, claro e objetivo, apenas expresso o que está na nossa “cara,”. O tal presidente faz viagens para entregar o Brasil nas mãos de um “Pato Donald”. Enquanto seu povo morre nas filas de hospitais e, outros, agonizam no Sistema Único de Saúde (SUS), ele entrega o espaço brasileiro para o lançamento de foguetes. Depois solta um vídeo na mídia pisando na cabeça do projeto de previdência do descabido ex-presidente Michael Temer, que ganhou forçadamente, - o trono da presidência, ao mesmo tempo, se une ao pior economista que conheci e elabora um projeto da previdência pior que o primeiro. Agora, certamente, os bolsomínios ficam na torcida para os petistas votarem contra o projetinho reformulado, advindo do mínio maior. Perdão, o projeto já estava sendo preparado, ele apenas, colocou as mãos nas coisas dos outros, alegando tempo, não só ele. São os petistas, agora, que deverão defender e lutar contra uma reforma da previdência mentirosa-falsa Não existe rombo da previdência como os/as que nos é relatado/informado pelos (as) jornalistas da “globo News” e de outras tantas emissoras do mesmo estilo. Aliás, nessa escuridão todo gato é pardo. Como canta o botafoguense e querido Zé Pagodinho “[..]se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão.” Agora, devo descordar do colega botafoguense: “se gritar pega ladrão, eu afirmo, ficam todos meu irmão.”  Muitos/as jornalistas comunicam para alcançar o ibope e subir de posto, mas nada sabem, estudam quatro a cinco anos ou dez, vestem ternos e saias longas, e numa confortável sala, mentem e enganam o povo. Grande parte do/as jornalistas tem em vista seus interesses ou de suas emissoras, isso tanto, no rádio como na televisão, uma vez que na internet, se fala ou posta todo tipo de bobagens. Nessa floresta imagética brilham os canalhas de plantão, ou seja, isso é sinal de prestigio para nós! Estou fora meu irmão. Os filósofos contemporâneos, midiáticos e os galácticos cantores religiosos, não saem do lugar, só falam e cantam e temem a mídia. Como no filme Tropa de Elite, o artista protagonista do cinema brasileiro, o excelente jornalista, Wagner Moura, ao interpretar um capitão Nascimento, “[...] eles só respeitam a mídia.”
Desce do muro filósofo, acolhe nos braços seu povo cantor! Abre a cortina, revela sua cara, tira sua máscara, tenta, pelo menos imitar seus maiores/as líderes, se é que os são, a saber: Heráclito, Aristóteles Karl Marx, Nietzsche, Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, H. Arendt, Hipátia de Alexandria, Simone, Beauvoir, Hélder Câmara, Padre Zezinho, Jesus Cristo. Nelson Mandela e outros/as poucos/as.
Então, se atira e se joga ao vento, talvez o acaso possa lhe proteger – talvez! Talvez Epitáfio! É acima do túmulo e não dentro dele Mané! Aprenda com Osvaldo Montenegro, “[...] bota o microfone na lapela olha para vida e diz prá ela, eu quero ser feliz agora.”  Vai para luta e para rua!  
Se não sairmos desse marasmo, dessa lentidão, desse chove não molha, dessa lesma que nunca sai do caracol, dessa terrível letargia em que nos encontramos, se do vazio túmulo, não encontramos a pedra angular, dificilmente, nem nós, nem nossos filhos e filhas poderemos contemplar o nascer do sol. Menos ainda, veremos a chuva molhar e germinar a terra. Não digamos, amanhã ou depois, para os nossos filhos e filhas que a história nos enganou.  
Por favor, uma vez na vida, por um instante, olhe como jamais olhou, olhe para a vida de seus filhos e filhas, olhe para as pessoas excluídas, marginalizadas e oprimidas. O MÍNIO MAIOR pretende lançar chamas e expurgar Paulo Freire. Não faça dessas um degrau para atingir ou aumentar seu patrimônio e subir nas suas charretes contemporâneas.
É PESSÍMO SER EXCLUÍDO/A. É óbvio, ninguém consegue acabar com as desigualdades, com as injustiças que se arrastam à séculos, somos homens e mulheres, não deuses. O que me mata é o retrocesso contínuo. Escreve Immanuel Kant, em 3 de dezembro de 1783, “A preguiça e a cobardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controle alheio (naturaliter maiorenses), continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também porque a outros se tornam tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cômodo ser menor.” Traduzindo, Kant, está a dizer, levanta seu/sua parasita, deixe de encostar nos outros, assume sua vida, encare de frente o que deve encarar, que coisa, caramba! A cobardia não é senão um comportamento, um estilo, um hábito que anuncia a falta de coragem.
Mil perdões colegas, sem generalizar, ou sem “Olavisar” obviamente, não tão-somente, alguns/as estudantes são preguiçosos e parasitas, mas percebo que a quantidade de professores e professoras sem vida e sem rumo é tão grande que daria para lotar um estádio de futebol inteirinho! Não “Olavisei - generalizei” temos muito colegas excelentes. Entretanto, alguns, se der um empurrãozinho, tombam direto para a cova dos leões, muitos/as ali já se encontram e faz tempo. Eles/as caminham até encurvados/as! Eu não sou louco o bastante para jogar qualquer um/a desses/as na tumba. Mas, vontade não falta. Friedrich Nietzsche escreveu, Humano Demasiadamente Humano, “Estes são todos homens do ressentimento, estes fisiologicamente desgraçados e carcomidos, todo um mundo fremente de subterrânea vingança, inesgotável, insaciável em irrupções contra os felizes, e também em mascaramentos de vingança, em pretextos para vingança: quando alcançariam, realmente o seu último, mais sutil, mais sublime triunfo da vingança? Indubitavelmente, quando lograssem introduzir na consciência dos felizes sua própria miséria, toda a miséria, de modo que estes um dia começassem a se envergonhar da sua felicidade, e dissessem talvez uns aos outros: ‘é uma vergonha ser feliz! existe muita miséria! [...]”
Mas, é possível lutar, contestar, resistir, pelo menos podemos tentar um mundo, uma sociedade, uma cultura, uma comunidade, um grupo, um lar, um casamento, um namoro, um flerte, um pouco diferente, distinto, criativo, original, sem essa infindável repetição medonha, tipo o #!  NÃO SOU O ÚNICO A QUERER ISSO. Quem ler essas breves palavras e desejar um país democrático, justo e livre, por favor, COMPARTILHEM, ninguém vai prender ninguém. Ninguém vai fuzilar ninguém! Democracia, justiça, igualdade, liberdade, se encadeia num jogo de palavras fantásticas; Quando bem alinhavadas, por, por homens e mulheres corajosos/as e de boa vontade, sejam esses, pobres ou ricos, intelectuais ou obscuros/as, o caminho da volta. Lembrávamos do poeta, agora, tão contemporâneo. “Entrecortando eu sigo dentro da linha reta, eu tenho a palavra certa prá doutor não reclamar” Democracia, democracia, [...] apenas brumas e linhas deformadas[...], expressou um pesquisador português, apenas isso. Mas, é, exatamente isso e com isso, que podemos dar um novo salto, que seja de qualidade, não o passo de volta, mas prá frente. “Esse esboço, essas sombras” escreveu o sábio português, “Talvez uma busca que jamais consiga atingir, ou sequer aproximar-se do ideal proposto. Talvez, e esse é o drama. Somos homens e não deuses.”
A cada piscar de olhos uma nova patada ressoa da cadeira presidencial. O presidente Jair Bolsonaro assinou, na última quinta (16/04), um decreto que visa acabar com a participação de conselhos da sociedade civil na administração federal. Os conselhos garantem a participação de diversos grupos na defesa de seus interesses. O próprio MPF se manifestou sendo contra esse decreto!
O GURU DE BOLSONARO AVANÇA FEITO UM SUPERSÔNICO DESGOVERNADO: os estudantes que vão prestar o Enem em 2019, que se cuidem. Em primeiro lugar, por conta do sigilo, já que o neofascista Jair Bolsonaro quer conhecer a prova antes de ser aplicada. Depois, por conta de “pegadinhas” ideológicas. Por exemplo: há alguma dúvida de a Terra faça órbita em torno do Sol? Se o estudante responder que sim, pode acabar surpreso com o resultado, já que o intelectual idolatrado por Bolsonaro e pelo organizador da próxima prova dúvida disso. Leiam sobre o homem que vai cuidar do Enem, que já acusou professores de pregarem o aborto, o incesto e a pedofilia, de acordo com o diário Zero Hora (reprodução parcial) De acordo com o guru do Bolsonaro, nós destruímos o Brasil? Nós quem? Nós os professores e professoras dos cursos e disciplinas de Filosofia, Sociologia, Direito e das Ciências Sociais?
Será que nós destruímos o Brasil? Se os senhores professores e professoras continuarem atrás de seus quadros métodos e teorias, atrás de recursos didáticos, e das continhas de matemática, do mundinho da ciência e, se continuarem a correr para o banheiro, certamente, não estarão verdadeiramente pensando no futuro de seus filhos ou filhas. Saibam professores, professoras e estudantes desse país, a ONU ou qualquer outra instituição, inclusive as de caridade, não defenderá um povo sem brio, ou pensas que a Europa virá socorrer o Brasil? Pensas que a China virá defender um país sem força e sem coragem?
Conclamo a todos os professores, todas as professoras, todos os estudantes e as pessoas que têm esse mesmo ideal, venham todos e todas, para organizarmos uma corrente de luta para libertar o Brasil. Assim, nossos adversários o fizeram para ganharem as eleições! Façamos o mesmo sem violência, convoco os 31 milhões de pessoas que não foram às urnas. Não podemos deixar que a água tome nossa cabeça. Nós não podemos solicitar alforria. Escutamos/as calados/as um guru falar bobagens e calamos nossa boca e ações?  Nosso falar, nosso agir e pensar estão deletados e desconectados ao vento. Sei que muitos e muitas estão sozinhas e sozinhos. Vamos a eles e a elas juntarem. Acesse os meios de comunicação, veja o que está ocorrendo no Brasil, levante como uma verdadeira mulher, como um verdadeiro homem, como verdadeiro/a homossexual, como verdadeira pessoa, partamos para a luta. Levante das chibatadas que tomam todos os dias. Vamos para a luta, não é para matar ninguém. Já chega a violência dos soldados de ferro e de seu Mané de chumbo. Repassem, ao menos compartilhem, ao menos queiram um futuro melhor para seus filhos e filhas futuramente.
Sobre o guru. Em primeiro lugar, todo homem e toda mulher ou, um indivíduo que cria generalizações, isto, é, toma "um por todos e todos por um" e elabora frases ou proposições generalizadas, já cometeu um grave equívoco, tanto de lógica como de linguística. Grande parte de professores/as os/as quais o senhor condena, jamais roubaram os cofres públicos. Até pode ser que encontremos alguns/as, poucos. Afirmo sem errar, mas de noventa e nove por cento, aprenderam o magistério; o dever de ensinar é o contrário do de roubar. Pelo menos nunca vi um caso na história que teve comoção nacional e internacional. Aliás, todo pequeno roubo é grave, não existe roubo pequeno ou grande, roubo é roubo em qualquer circunstância, afinal: se rouba o pequeno, o grande também roubará. Não entendi bem vossas sublimes palavras. Nós professores/as, dessas respectivas áreas, destruímos o país?
 O que está a dizer guru? Afirmo novamente, não os/as vi ou li que esses ou essas se embrenham para destruir o país. Nessa lama nunca os/as vi, incluindo vossa professora, a quem, vossa excelência cita, quando, a ela se refere ‘trabalhava sem salário e sem reclamar’. Uma mulher que ensinou-lhe as primeiras letras, deveria no mínimo ser ressarcida/reembolsada. Isso o senhor nada comentou! Particularmente, sou professor de filosofia e filosofia da educação em uma universidade. Fiquei três meses sem receber meu salário, quem pagou o pato? Meu filhinho e filhinha na época não tinham sequer leite em pó para sanara a fome. Se não fosse meu querido, justo, íntegro, acolhedor e criterioso orientador de mestrado, jamais, teria chegado ao final desse, sequer teria matriculado e terminado o doutorado. Agora, onde o senhor arrumou esse chapéu furado e esse papo sem vida que divulga por aí? Pior ainda, fumando pela orelha? Eu contraí uma dívida superior de 50 mil reais na época, fora os juros e correções. Quem pagou minhas dívidas? Claro que fui eu! Não tenho carro, ando de P2 e daí? Ninguém sabe da minha vida ou dela é responsável! Ensino e aprendo com prazer! Ou achas que estou a chorar ou fazer mi-mi-mi? Quem quer fazer bonito com dívidas? Não sou doutrinador e não quero ser. Leciono naturalmente minha disciplina. Apenas, ensino a todos e todas que se aproximam de minhas lições. Ensino sim, ensino os/as estudantes a olharem para além do horizonte que estão inseridos; ensino sim, a olharem e perceberem a realidade tal qual se apresenta. Ou devo renunciar minha teoria e prática filosófica e pedagógica? Meterei o pé em Sócrates, ou em Nietsche? Não sou doido nem louco. Não solicitei a ninguém a votar em quem eu votei. O voto é secreto ou não?  Não solicitei a votar em um, dois, três ou quatro! Após quase duas décadas devendo banco e bancos, terminei de pagar centavo por centavo, juro por juro agora em 2019. Sei que paguei além da conta, no entanto, assumi até o fim minhas responsabilidades. Não fiz cambalacho poderia. Alguns advogados a isso queriam. Tudo bem, se os banqueiros enganaram-me! Eles não foram em minha casa me oferecer dinheiro, eu, adiantei-me! Embora hoje eles como uma hiena, devoram a carne viva e engolem tudo de uma vez. Sofre os assalariados e os que não trabalham.  
O senhor sabe o que significa a palavra doutrina e de onde ela advém? Não é da Universidade moderna meu guru. Vá para dentro de uma Igreja, daí o senhor, talvez, aprenda um pouco melhor. De minha parte, convido-o para entrar em minha classe, terei o imenso prazer de lhe dar uma aula. Onde está a tua cabeça raposa velha? Quer nos tirar a vida? Qual o erro que cometi? Vai me fuzilar? Vai me torturar? Terá que matar muitos advogados, não pensou em algum para sua defesa? Meu pai mal sabia escrever o nome, minha mãe idem, meus quatro irmãos e minhas cinco irmãs, todos/as aprenderam antes do sol raiar o trabalho. Não é diferente com esse que agora escreve essas breves palavras. Com sete anos de vida, carregava lavagens em latinhas para cuidar de porcos. Isso não é um mi-mi-mi. Já passei do bico e da mamadeira, doutor. Não o chamarei de imbecil, vossa excelência, talvez de anta, às vezes também eu comporto como uma delas. Longe de fazer melodrama. Talvez, o senhor apenas se equivocou nas palavras, como é costume de vosso presidente, morde depois beija, ou beija depois devora.  O RECUO É SEU RECURSO! Quem não se equivoca alguma vez na vida, não é mesmo? Pensa ou achas que temo a morte? Ao contrário, passei a vida inteira morrendo para chegar à nenhum lugar. Saiba de antemão, não cheguei a lugar ou parte alguma meu senhor! Mas, o convido para um debate! Ultimamente é moda fugir da luta, desmaiar é moda! Atrás de um notebook tudo é simples, mas o senhor não vai debater com quem quer que seja. Essa não é sua intenção. Tua intenção é outra. Sou professor de filosofia e filosofia da educação, repito, enfatizo quantas vezes necessário for! Vossa excelência é um desses bolsomínios raros? Atrás dessa estante de livros, onde posta a imagem de um lindo garotinho, deve ter vida linda aí. Ele deverá requerer uma linda vida, como meu filho e filha também o desejam, disso eu tenho certeza. Atrás desse monte de livros, envergonhada deve estar sua professora primária. Ela, sem dúvida, deve ter ensinado o caminho ideal, tenho certeza que ela sem salário não reclamava nadinha, pois, nessa época, as mulheres jamais abririam suas bocas, sempre presas e mudas. Ainda hoje, a maioria das mulheres continuam caladas, sendo violentadas, estupradas, assediadas por namorados grosseiros e estúpidos ou maridos e machos companheiros idiotas, muitos desses, são proprietários de mulheres. A cada uma dessas, fazem seu objeto de prazer e, na rua as carregam como troféus. Pobres mulheres. Isso cantou Chico Buarque. Algumas dessas acham isso correto e bonito. Será que sua professora não tinha fome e sede? O senhor mesmo se adiantou em afirmar que ela trabalhava sem salário. O senhor realmente estudou pouquíssimo a história do Brasil ou a história da educação desse. Mentira, não acredito nisso, estudou sim, você não é nenhum besta! Aqui no Brasil existe um conflito de conceito, ou seja, uma confusão intelectual é enorme: falam e escrevem educação e entendem escola, o próprio MEC deixa isso claro. Uma imensa multidão de professores e professoras, coordenadores e coordenadoras, até hoje não sacaram isto. E alguns professores e professoras, assim como muitos profissionais, se acham que com um mestradinho ou doutoradinho podem descobrir a roda!  Quando, em seu facebook expressa que "os professores", certamente, já excluiu as mulheres. Explico melhor doutor. Nós entendemos exatamente o que escrevemos, somos professores e professoras, ou pelo menos uma boa maioria. Alguém ensinou o senhor a empregar bem os artigos “o” e “a”? Tem certeza que aprendeu a empregá-los adequadamente? Ou toma tudo por uma coisa só? Entendes que porco é porco e leitão é leitão? Não parece! Que história é essa, seu doutor? Os nordestinos não precisam de escolas críticas? Por acaso o senhor leu, Adorno ou Horkheimer, ao menos alguns filósofos ou sociólogos da escola crítica? Certamente sim, pois, pretende, desmascará-los. Eles/as os/as nordestinos/as não precisam aprender filosofia, sociologia ou direito? Que história é essa? Com toda essa idade já deveria ter aprendido a amar seu povo. Já deveria ter sacado a história do nosso povo. Suas frases curtas envenenam o povo, suas frases curtas, as tornam um verdadeiro amolador de facas, ou o senhor não sabe o que é isso? Explico senhor guru:  Literalmente, amolar a faca é colocar o fio cortante no lugar correto, em outras palavras é deixar a faca afiada, cortante, penetrante. Os termos amolar ou afiar uma faca são termos parecidos: afiar uma faca consiste em remover metal da lâmina para obter novamente o fio, ou o corte. No mínimo, está tentando ofuscar a luz baixa do seu presidente. Opa, baixa não, queimada. Prende o inocente e justo Lula por uma trama muito bem articulada que nem Deus duvida. Ele lutou a vida inteira por esse povo. A jogada do juiz Moro foi imortalizada e cristalizada pela mentira, pelo jogo do fake, e por um jogo político muito bem articulado. Até os verdadeiros pobres sabem disso. Até hoje sem provas materiais, “Na hora da verdade”, o próprio "povo" assinou em baixo sua prisão, não o povo inteiro, isso é óbvio. Prenderam quem olhou com carinho para seus filhos e filhas e abriu a eles (as) as portas das universidades brasileiras. Uma pergunta doutor, quantos médicos/as pretos/as o senhor contou no Brasil. Afirmo, preto e não negro, negra é a raça! A história se repete em farsa e em tragédia, disse Karl Marx. Eu afirmo, se repete em sacanagem cotidianamente, ou não? Tal qual fizera os judeus no dia que optaram por Barrabás - (apenas uma historinha ilusória para vossa coleção). Disseram, os judeus, em coro unívoco. “...que o sangue daquele homem deveria cair sobre cabeças deles e, sobre a dos filhos deles. Um turbilhão de coincidências ou não, um acaso ou não, verdade ou não? Mais tarde, seis milhões de judeus que se definhavam em Auschwitz. Coincidência uai. O ocorrido e triste fato histórico não se deve a Deus se imputar, mas ao general Hitler. Criamos o conceito de “Deus” e a ele, imputamos toda nossa ignorância. “Humano, demasiadamente humano, intitulou seu livro, Friedrich Nietzsche. Como diria um bom mineiro, “o cara não vale uma picada de fumo” e se diz saber da verdade. Que verdade?
Pois é senhor guru, quer também agora prender e desmascarar também o ex-presidente, o sociólogo, Fernando Henrique Cardoso? O senhor é bastante ousado. O senhor está tomando a parte pelo todo ou, o todo pela parte? O senhor leu pelo menos um livro dele? Sim, estudaram na mesma escola. CÁ PRÁ NÓS, o senhor deve gostar muito de brasileiros e brasileiras, senhor guru. O senhor gosta de imagens e frases feitas e curtas? Leia E Durkheim, leia August C, leia Karl Marx. Leia Erik Hobsbawm, leia Weber, leia A. Huxley, Arendt, Simone de Beauvoir, leia inclusive a bíblia, leia Gilberto Freire ou, dele também foi e é um crítico? Casa grande e senzala não passou por aí né, chefe? Muito menos a Dialética da Colonização, leia Paulo Freire e conhecerá seu povo! Chega para sua estante! Seus conselhos são refinados, doutor. Seus principais pensamentos em geral, são tendenciosos e falaciosos, feito propaganda de sardinha. A ideia básica é mandar os/as professores e professoras dessas respectivas áreas para o exílio? O senhor pretende o que? Agradar a corte e seus palhaços? Seu amado e justo rei senta e você toca flauta? Ou é o contrário? Se não leu, leia a sociedade na visão de pelo menos, um, desse que citei, pois, senhor tem muito tempo, não precisa trabalhar, certamente com a previdência arranjada, ainda que não fosse, é muito feio doutor atuar dessa forma. Vossa excelência é a cara do seu soldado de chumbo, eterno guru. Todos/as esses pensadores que citei, conheciam e conhecem a existência de métodos e técnicas do velho e novo Descartes.
 Afinal, com todo respeito, qual a formação de vossa excelência? Ou senhor baseia uma sociedade sem os filósofos, sem sociólogos, sem os advogados, quem vai te defender na hora que precisar? Tens advogado particular doutor? Antes de destruir as professoras e os professores das ciências sociais do direito e da filosofia, leia, ao menos, Heráclito ou Parmênides, visite em suas leituras, a Grécia clássica ou o período medieval. Leia um pouquinho de Tomás de Aquino ou, o nominalismo de Abelardo, leia a lógica de Aristóteles, ou melhor, leia a Política ou a República de Platão, a navalhinha de Guilherme de Ockcham passou longe, mas, o senhor aprendeu afiar facas. Aconchegue-se também aos nobres modernos pensadores. Perceba se David Hume, Locke ou outros pensadores, ao proporem suas teorias, destruíram ou desmascararam as pessoas. O que fizeram eles? Apenas escreveram e pensaram outros conceitos, distintos conceitos e teorias novas. Agora a pouco, aqui pertinho de nós, lá, no entorno de Brasília, prenderam uma colega professora e torcedora do flamengo, o que ela fez? Saiu com uma mala de dez milhões pela rua? Procure saber senhor doutor? O vosso presidente vagueia e muito. Querem que a democracia durma novamente. Nela, todas e todos os indivíduos, podem despertar cedo par a vida, sem medo, nosso povo apesar de, mais de quase setecentos anos, continua escravo, sem escola, ou vai duvidar que tão-somente quatro ou cinco por cento chegam numa universidade. Vou contar uma historinha pequenina doutor. O que aqui lhe conto não acontece, tão-somente, na cidade em que trabalho. As/os estudantes que cursam minha disciplina ou as/os demais, devem pelo menos, pontualidade ao horário. No período matutino, o ônibus circular da cidade poucas vezes circula no horário, é uma lástima. ACORDA PARA A VIDA e para a cidade vereadores/as, preste atenção prefeito no ENSINO de sua cidade, mais que isso, na educação em sentido amplo. A noite é um pouco pior, todo gato é pardo. As aulas começam 19 horas, quem leciona no noturno, sabe muito bem, a grande maioria dos/as estudantes trabalham. Os/as estudantes costumam mais ou menos chegarem quase meia hora atrasados/as, muitas e muitos com fome. O MERCADO DAQUI E DE TODO O BRASIL NAO RESPEITA REGRAS NEM HORÁRIO, ALIÁS. RESPEITAM SIM, quando o interesse está voltado para ele. Conheço e conheci vários estudantes que padecem e morrem cotidianamente nas mãos de seus patrões, seja de lojas e lojinhas, boutique e botequinho, sobretudo nos boticários da vida, onde desfilam as bonequinhas voadoras. Os espetinhos queimam e eles ou elas chegam atrasados, pior de tudo, com fome. Mas, entretanto, todavia, contudo, o mercado ou o comércio quer os/as bem formados/as, ou não? Engana-me, mercado e comerciantes do bolso recheados. MAS, COMO ASSIM BEM FORMADOS? É assim sim, meu senhor. Para ser um/a frentista de um posto qualquer de gasolina precisa-se currículo e a gaveta se encontra cheia. "Brinca que eu te ponho para fora agora, tá cheio de pessoas no mundo incompetentes como vocês" Então, eu professor devo calar-me para o mercado que rouba meia hora deles, sabe o que representa meia hora na vida de alguém que está na UTI? Os médicos, aliás, alguns estão em greve, alguns professores/as frequentam o SUS, sabemos disso. Vai lá doutor consultar? Ainda bem que os médicos não dependem exclusivamente do SUS, para sobreviver.
Agora, entendo a lógica do demitido ministro Ricardo Vélez, é fantástica. Ministro? Que ministro mínio é esse? “A universidade deve ser para poucos, lógica rara, precisa matemática, exata. LONGE disso, LULALIVRE, em certa ocasião DE SEU GOVERNO, afirmou "que cada brasileira ou brasileiro deveria pelo menos almoçar e jantar duas vezes ao dia. Também disse e fez a universidade. Se quiser entender ok, não vou desenhar. Ela deveria ser para todos e todas. Ou não. Eu expresso, se não for para ser assim, por favor, deputados e senadores, capas pretas, rasguem a Constituição do Brasil. O doutor Fernando Henrique Cardoso soube em seu tempo estabelecer o necessário, entretanto, F Collor, não foi e nada fez, nesse sentido, pelo que sei, retirou dinheiro das cadernetas de poupança. Está ele preso? Lembro-me de meu pai (in memória), dizer que o "dinheirinho que tinha na poupança foi tirado", alguém devolveu o dinheiro de meu pai? Sobre a previdência da época, ele pagou oito salários mínimos para o governo e recebeu de volta apenas um ou dois para conduzir seus nove filhos, porém, entretanto, chegou à velhice em paz e com a consciência tranquila, beijando minha mamãe.
Como canta Ana Carolina, “Tomei um tiro no vidro do meu carro. É a pobreza tirando o seu sarro. Foi meu dinheiro, foi meu livro caro. Que façam bom proveito da grana que roubaram, Porque eu trabalho e outro dinheiro eu vou ganhar.
O senhor agora quer desmascarar-me? Já revelei quem sou, tive a infelicidade de perder um irmão que trabalhava no ABC paulista em São Bernardo do Campo, entretanto, sua aposentadoria de morte, pagou meus livros na universidade da minha primeira graduação. O senhor quer mesmo desmascarar-me? Sabe planejar, organizar, dirigir e controlar? Parece com alguns reitores de algumas universidades brasileiras. Mal sabem o conteúdo de sua disciplina e já querem gerenciar uma universidade. Aliás, uma pergunta que me intriga por demais: por que só os professores e professoras podem ser reitores e reitoras? Os técnicos administrativos são amiguinhos-escravos? Claro que não, nada de amiguinhos-escravos. A universidade é essa de três pezinhos, vai cair ou tombar. SE, se, já não está no chão. Que lindo isso! Esses reitores administram melhor o placar do jogo! Assim como esse soldadinho de chumbo que quer governar um país de duzentos milhões de pessoas, fora os/as aqueles e aquelas que não estão contados, os mendigos, usuários de crack, pobrezinhos e etc. Ou então, faz o seguinte, joga fora no lixo, são mesmo empreitáveis, come o que sobra, isso se sobrar no lixo.
Pergunte aos estudantes o que digo na aula? Nunca saí pelos palcos da vida ou bancos da universidade divulgando minha vida e nem me interessa; nunca o fiz publicamente, mas, para o senhor, antes de querer desmascarar-me, antecipo-me. A maior parte de minha família é de Minas Gerais, eles adoram seu guru Bolsonaro, aliás, não sei quem é guru de quem! Antes de postar qualquer bobagem na mídia, pense um pouco, o senhor com seu exército pouco informado terá que desmascarar muitos professores e professoras, não importa o número", o senhor mesmo afirmou isso! Não foi ISSO que divulgou? Vai nos fuzilar? Com esse discurso barato, sem sentido, rasteiro, grosseiro DE FRASES CURTAS, a quem pretende enganar? Os bolsomínios? Esses já foram enganados! Se quiser desmascara-me podes vir. Ou pensas que escondo atrás de um aparelho técnico? Meu presidente está preso! O que está no poder não me representa. Vai enforcá-lo e também a todos/as nós? Responderei por mim, entretanto, poupe meu povo de Minas, os 99 por cento votaram no senhor Jair Bolsonaro, de quem és guru. Sacou Mané? Poupe minha filha e meu filho eles são menores. Meu discurso é sentimental? Longe disso, sou homem o bastante para saber o que posto ou deixo de postar, não sou covarde. Atualmente somos poucos/as professores/as, que tem coragem de postar e compartilhar. Chega de ir ao banheiro, pare de esconder atrás dos móveis.
O Secretário de Estado de Direitos Humanos, do governo Fernando Henrique Cardoso e atual relator da ONU, Paulo Sérgio Pinheiro, enviou uma carta a Lula, seu amigo de longa data. Na mensagem, conta: “Não há um dia em que eu não me lembre da dor, do constrangimento, do escândalo no Brasil e no mundo de você estar trancafiado numa sala de 15 metros quadrados em Curitiba, enquanto todo o Brasil e nós precisamos tanto de você para fazer face aos horrores da conjuntura do dia-a-dia”. Pinheiro lembra que sua condenação, prisão e interdição não foi “apenas um golpe” contra o ex-presidente ou seu partido político. Foi, segundo ele, um golpe contra os avanços conquistados durante os governos Lula: “Esses benefícios assegurados para os milhões pobres e em pobreza extrema foram percebidos como ameaças à hierarquia, à desigualdade, ao racismo, que asseguram a continuidade autoritária na democracia”.
Nós vamos por aqui, por medo? Jair Bolsonaro is a dangerous man. His overt racism, homophobia and destructive decisions will have a devastating impact on the future of our planet. On behalf of our city, thank you to @AMNH for canceling this event.Entre no twitter do Fernando Haddad, ou do Guilherme Boulos, ou da Manuela, assim como milhares de outras pessoas destemidas e corajosas. “Sossega mínio, feliz páscoa” afirmou Haddad em seu twitter, grande multidão posta, "até onde vamos chegar”, eu respondo, até o dia que você deixar de postar choramingo e mi-mi-mi e aprender a ter convicção no que diz, pensa e ainda que erre em alguma coisa. Haddad, Dino, Boulos, Sônia, e Coutinho, soltam nota conjunta por democracia, Lula Livre e contra reforma da Previdência.  “Vamos morrer sem ar, ou vamos caminhar para onde se deve ir.”

Agradeço de coração, a mãe de meus filhos, também a minha filha e filho,  pp e guet. Ao meus e minhas colegas do grupo de pesquisa, aos colegas professores/as que comigo trabalham, ao aos estudantes que me ensinam aprender cotidianamente!
Gratidão eterna, a professora primaria Dona Berenice, aos professores/as e colegas do curso de administração e de filosofia. Ao querido orientador de mestrado, a estimada e inconfundível orientadora no doutorado e um professor da defesa, que, num só golpe, mostrou-me a paideia grega. Queria eu ter a formação desses e dessas. A todos/as esse minha reverência!

Obrigado Dê, pela leitura atenta e inconfundíveis sugestões.
27 de Abril, 2019.

terça-feira, 26 de março de 2019


MITO, FILOSOFIA, CIÊNCIA E RELIGIÃO


Dedicatória.
Ana Paula Vilela Moraes, (minha orientanda) Prazer e gratidão. Agradeço a dedicação, a disponibilidade, a tranquilidade no trabalho, mais que isso, a contribuição belíssima no texto. Obrigado de coração Ana pela transcrição segura e clara. Menina esperta e de ouro. Seu brilho é resplandecente, transborda nele força, coragem!
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Se os/as senhores/as cultivam a preguiça, por gentileza, entendam, esse é um texto que exercita a coragem. Quem for comigo até o parágrafo final, reservo uma surpresa. Não resolve sair correndo para encontrar o presente.  A cantora e compositora carioca, Paula Toller, presentemente no planeta do solo. Toller, liderou a Banda Kid Abelha até o ano 2016. Por ocasião de sua carreira solo, interpretou uma canção fantástica, composta por Erasmo Carlos, segue um trechinho: “Eu vim porque? Pra onde eu vou? Onde é que eu estava? Onde é aqui? Quem me mandou? Qual é o nome da minha alma?” Não me venham dizer na aula, qual música professor? A canção já está no WhatsApp! A canção é fundamentalmente filosófica. Mas, qual a relação dessa canção com o título deste texto? Nosso caminho é longo e, portanto, atenção, nunca é demais. Quando adentramos numa floresta ou num lugar desconhecido é preciso ter cuidado, vigilância e atenção a todo momento, existe sempre um bicho por perto, seja uma mosca ou pernilongos, seja escorpiões e cobras, lagartos e jacarés. Não é bom dar de cara com leão a rugir. Já escutei muita gente dizer: “Eu mato um leão um leão por dia.” Mentira, papo furado, bobagem! Tá escondendo atrás da cerca. Acredito nisso não, exceto quando vejo, homens e mulheres, jovens e crianças marginalizados/as, renegados/as, rejeitados/as, oprimidos/as e excluídos/as da sociedade como tal, são esses que matam um leão por dia, os/as desempregados/as, os/as que sofrem e passam fome, os/as que choram buscando comida no lixo. Ai é outra conversa, daí, não existe mito, ninguém mita ali. Ali se morre aos poucos, se degradam. Adianto, isso aqui, transformei em palavras (teoria) a minha prática meu nobre camarada e minhas amadas e queridas estudantes. Destarte, ao iniciar a leitura desse solo complexo e extenso é preciso que tenham atenção, zelo, dedicação. Cuidado, com o sono e com a preguiça. Já observei em alguma rede televisiva, uma preguiça sendo devorada por uma espécie de águia. A lentidão, a frouxidão, o marasmo, a moleza, o descaso com a leitura, certamente, não levará os senhores e senhoras ao segundo parágrafo dessas breves linhas. Não entendo e nunca vou entender: um/a estudante de pedagogia que faz frescura para a leitura me mata do coração.  Pedagogia, mais que qualquer outro curso, vive e deleita-se de leitura, tem prazer e se delicia com escrita! Pronto! Esse é o termômetro principal para saber se os senhores e senhoras estão no lugar adequado.  Uma criança merece um/a professor/a que tem a alma nua! Escreve Immanuel Kant, em 3 de dezembro de 1783, “A preguiça e a covardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controle alheio (naturaliter maiorenses), continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também porque a outros se tornam tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cômodo ser menor.” Traduzindo, Kant, está a dizer, levanta seu/sua parasita, deixe de encostar nos outros, assume sua vida, encara de frente o que deve encarar, que coisa, caramba! A cobardia não é senão um comportamento, um estilo, um hábito que anuncia a falta de coragem. Como meu pai dizia, (in memoriam) “Caboclo preguiçoso esse, você é um cabeça de salame, estava ele a falar comigo. Mas, naquela época eu não dava conta (como diz por aqui) de entender aquela sabedoria. A cobardia que Immanuel Kant expressa é um gesto caracterizado pelo medo, pela vergonha. Mas, que vergonha é essa meu camarada, minha nobre estudante. Vamos conhecer agora a distinção entre, mito, filosofia, ciência, religião e senso comum, e por falar em mito, vamos ao que interessa.

Mito, o termo da moda, no ápice da moda da política. Como dizem por aí, mitou! Mitou? O que mitou? Mito, mito! Gritam as pessoas nas praças e ruas, picham os muros, postam no face book ou instagram, escrevem em blogs, rabiscam paredes e carteiras, comunicam pelo twitter - isso é uma festa para esse mundo imagético e tecnológico. Se alguém consultar um dicionário qualquer encontrará várias definições, aqui está uma delas, “Mito são narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos estes componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram.” https://www.significados.com.br/mito/.
Quando cursava filosofia aprendi e nunca mais esqueci, mito é uma representação fantasiosa da realidade. Definição bacana e legal, a considero completa, nada lhe falta, os componentes linguísticos são claros e objetivos. MITO É UMA REPRESENTAÇÃO FANTASIOSA DA REALIDADE. Desde as primeiras civilizações o ser humano indaga sobre sua existência, e sobre sua gênese. Sem dúvida, o ser humano é um ser inquieto, mais que isso, é um ser pensante. A própria reflexão determina nele um perene surgir de problemas. As perguntas foram e são perenes. Quem fez as estrelas? De onde venho? Quem fez a lua? Quem sou eu? Quem fez o sol? Para onde vou? Quem fez o universo? Não há problema que o ser humano se coloca, em que ele mesmo esteja implicado. As flores nascem, crescem e desabrocham em perfume, beleza e cor, depois morrem, viram sementes para nascer novamente. Que força seria essa? Que movimento seria esse? Alguém criou os seres? A tais perguntas, a tais indagações, sob o impulso da fantasia criadora, a função dos mitos era sempre fornecer uma explicação referente à natureza, dos acontecimentos da existência humana. E é em função das mitologias que se desenvolveu a filosofia. Do mito desenvolveu-se a racionalidade.
Por um lado, atrás do mito, pode ser que consigamos atingir muito pouco da realidade, além do mais, é muito complexo. No mundo mitológico, o que se vê, em grande parte é fantasia, ilusão, mera fantasia. Presenciei isso na cidade que leciono, talvez, 80% da população votaram no Mito. Semana passada foram às ruas, pelo menos, percebi muitos/as professores/as bolsonaristas. Agora é tarde senhores e senhoras. Não foi por falta de aviso. Antes das eleições, o cara bate na cara da previdência do infeliz Temer. Ao assumir o governo, Jair Bolsonaro, agora, bate na cara dos trabalhadores, isto é, piora a farsa da previdência, acrescenta de 62 para 65 anos. Vão empurrar a charrete por toda vida! Afirmo com clareza e sabedoria, o mito, sem dúvida, pode se transformar num terrível engano.
Por outro lado, o mito quando bem contado, tem um papel fundamental na vida e na formação das crianças. O mito, entendido como fábulas ou historinhas, sem dúvida, obviamente, é um sonho lindo na educação infantil.  Alguém aí recorda das historinhas ou fábulas que ouvimos, quando contadas pelos nossos pais, mães, irmãos, irmãos, professores/as?
Nesse mundo pós moderno, uma ausência de clareza conceitual perpassa a sociedade contemporânea, de modo a embaralhar e confundir sempre mais o sentido e o significado das coisas, dos seres, dos objetos, do mundo, da realidade da própria existência do indivíduo e da coletividade. O mito é uma espécie de véu que não nos permite com clareza enxergar um pouco mais daquilo que estamos vendo ou presenciando. No mundo da acumulação, da competição, da individualidade, o pensamento, as palavras, as ações ou, o próprio agir humano fica restrito a esfera do processo técnico cultural.
Donna Haraway e Hari Kunzru (2009), em Antropologia do Ciborgue - As vertigens do pós-humano, expressa “Pois uma das mais importantes questões de nosso tempo é justamente: onde termina o humano e onde começa a máquina? Ou, dada a ubiquidade das máquinas, a ordem não seria inversa?: onde termina a máquina e onde começa o humano? Ou ainda, dada a geral promiscuidade entre o humano e a máquina, não seria o caso de se considerar ambas as perguntas simplesmente sem sentido? Mais do que a metáfora, é a realidade do ciborgue, sua inegável presença em nosso meio (“nosso”?), que põe em xeque a ontologia do humano. Ironicamente, a existência do ciborgue não nos intima a perguntar sobre a natureza das máquinas, mas, muito mais perigosamente, sobre a natureza do humano: quem somos nós?” A pergunta sempre volta. O Que É Que Eu Sou? (Paula Toller). Enquanto isso, lá no mundo da fantasia e da ilusão da política, as pessoas gritam: mito, mito, mito, mitou! Que besteira! O conceito de mito foi criado, inventado assim como qualquer outro.  Historicamente, o mito tem uma importância fundamental para o início da filosofia, na verdade, isso representa exatamente o primeiro esforço que a humanidade faz para tentar explicar as coisas como são. Podemos afirmar com segurança, os egípcios, os indianos, sobretudo, os gregos, eles foram os primeiros a compreender o sentido universalizante dos mitos. As primeiras comunidades perguntavam: por que está a trovejar? A resposta era porque os deuses estavam encolerizados. De onde vinha a brisa leve que toca levemente nosso corpo? Quem fez as estrelas e a lua dos namorados? Por que os raios atravessavam o ar? As respostas eram sempre respondidas de forma mítica e religiosa, a fantasia e a fábula faziam parte dessa trajetória interpretativa. Inicialmente as respostas que os seres humanos tinham sobre a existência, a origem do universo, a origem da natureza, do cosmos - universo, dos deuses, eram respostas constituídas por explicações míticas e religiosas. As respostas míticas são explicações que podem orientar a fantasia, sobretudo, de uma criança, embora, não sejam adequadas para entender a realidade em sua amplitude e dimensão, seja da intelectualidade ou da espiritualidade. Aliás, nem a ciência, nem a filosofia, nem a religião, nem o senso comum, podem esclarecer o mistério que cerca o ser humano.
O primeiro físico brasileiro a ganhar um prêmio internacional, o Templeton, uma espécie de condecoração, além da grana que recebeu, o carioca, Marcelo Gleiser (1963) - (vídeos postados aqui no meu facebook em 19 de março), também, astrônomo, escritor, roteirista, professor e pesquisador da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos, em entrevista para uma rede televisiva, concluiu: “[...] existe, pelo menos nas perguntas que a gente faz, essa aliança, essa vontade da gente tentar entender cada vez melhor quem nós somos. Então quando você olha pra ciência dessa forma, com um pouco mais de humildade, não com aquela arrogância “nós temos a resposta pra tudo” você percebe que existe, pelo menos nas perguntas que a gente faz, uma aproximação com as religiões. Obviamente as respostas são completamente diferentes, né, a metodologia científica, como você falou, ela é precisa, ela é matemática, e não tem nada a ver com a ideia da fé, né, uma entidade sobrenatural seja ela qual for, mas, o questionamento humano que pra mim é a semente dessa criatividade, tanto científica quanto espiritual, ela é essencialmente a mesma, então, essa conversa de que ciência e religião “tão” sempre em guerra, ou de que a ciência quer matar o Deus das pessoas é uma grande bobagem, a gente tem que passar por cima desta história, entendeu? De que a ciência é inimiga da religião, o que existe é uma espécie de, “é...”  posicionamento da ciência e da religião que precisam ser respeitados e não invadidos, entendeu? Então, os cientistas não deveriam ter arrogância de dizer que sabem coisas que ainda não sabem, tipo, por exemplo, como que o universo surgiu, e por outro lado, as pessoas religiosas não deveriam jamais interferir tanto no andamento da ciência, onde certamente “...” certamente no ensino da ciência na escola, essa ideia de você usar ideias criacionistas que não são nem uma teoria no currículo escolar, pra mim, é uma coisa profundamente trágica e aí que surge essa divergência entre ciência e religião, não quando as duas são vistas pelo que realmente são, que é a expressão que a gente tem de, maravilhamento com a existência humana e com o mundo que a gente vive.”  Portanto, as palavras do entrevistado foram precisas, nem ciência, filosofia ou religião, ou, o próprio mito são capazes de determinarem a plenitude do mistério humano. O caminho da ciência é um, o da religião outro, e, portanto, ambos, distintos, do senso comum. Mas preciso esclarecer algo, em todas essas esferas, paira a ignorância. Por isso, cuidado, quem está seguro em cima do muro, pode cair.
Também, a contemporaneidade está carregada de mitos, lendas, fábulas sobre a política, artes, letras, economia - bolsas de valores, mercado, escola, a educação e sobre o mundo inovador das novas tecnologias e, de um suposto aprendizado. Ainda, sobre o mito, no mundo grego, especificamente, sob esse chão imaginário e fabuloso que as respostas eram dadas, contudo, elas buscavam em certo sentido, responder as angústias e interrogações humanas.
Entretanto, qualquer conceito é sempre criado em determinada época e, com o passar dos tempos, o conceito pode ampliar, variar, diversificar, pluralizar e, etc. E, por falar em conceito, adianto: filosofia, em suma, é criação de conceitos. Diferentemente das demais ciências, a filosofia não tem pretensão de resolver e nem dar soluções aos problemas os quais se defronta o homem. A filosofia não é uma bola de cristal, nem uma mãe joana. Ela não traz em sua bagagem respostas para as perguntas, muito menos, é uma detentora de soluções. É preciso compreender de uma vez por todas, não existe filosofia da educação, ou, filosofia da ciência, da história, da idade medieval, da robótica, da contemporaneidade, do acaso ou do absurdo. O que existe é a filosofia e o que dela se desprende. O que disso passa, são apenas formas didáticas ou metodológicas para pensar determinadas realidades específicas, só isso. Quem busca resposta é a ciência, a filosofia está longe disso, longe de obtenção de respostas. A filosofia não é uma ciência, é um conhecimento, denominado conhecimento filosófico. A filosofia é a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos, ela traça, inventa e cria os conceitos. Essa noção de filosofia é de Gilles Deleuze e Felix Guattarri (2004). Ao contrário daquelas ou daqueles filósofos/as que tocam harpas com os anjos, afirmam eles/as: fazer filosofia é ficar a olhar o céu, a natureza, o universo, os seres para encontrar respostas. Nesse sentido, estou em total desacordo com eles e elas. Abro parêntese, não estou generalizando, as filósofas são raras, poucas, entretanto, geniais. Lembram do filme, de Hipátia de Alexandria a primeira mulher filósofa e matemática. Simone de Beauvoir (1908-1986), Rosa de Luxemburgo (1871-1919), Hannah Arendt (1906-1975), Anne Conway (1631-1679), Donna Haraway (1944). Simone de Beauvoir afirmou em sua época “Era-me mais fácil imaginar um mundo sem criador do que um criador carregado com todas as contradições do mundo.” A genialidade de Hannah Arendt floresce quando afirma, ao tentar falar de um ousado tema, “O que me perturba é que eu me atreva a abordá-lo, porque não tenho a pretensão nem a ambição de ser uma filósofa, ou ser incluída entre aqueles que Kant, não sem ironia chamava Denker von Gewerbe (pensadores profissionais).” A moça sabe o caminha dela! Lindo isso! Enfatizo, quem busca ou determina a resposta é a ciência, a filosofia está longe disso. A filosofia não é uma ciência. Entendida como conhecimento, a filosofia é a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos, ela traça, inventa e cria os conceitos. Ao longo de nossas lições vamos aprofundar um pouco mais acerca de seu sentido e de seu plano que a sustenta.
Sobre a religião, basta prestar atenção nas palavras do físico Marcelo Gleiser, para ele, enquanto a ciência é um flerte com o mistério, a religião deve conter em seu lugar. Daí, afirmo, a religião deve tão-somente basta acender a vela da fé, porém, na igreja. A escola não é templo. A historinha de Jesus Cristo repete isso algumas vezes para os parasitas e surdos: “[...] quando orares, entre no teu quarto e em silêncio ore ao senhor teu Deus, que, em silêncio, observa tudo e, te recompensará. O templo faz parte dessa história, as igrejas devem sim fazer o que se deve fazer e os fiéis devem orar e louvar juntos. A narrativa do evangelho que contempla o tal Jesus, no qual afirmou: “Não faça da casa de meu pai um covil de ladrões, muito menos um mercado” Isso é claro! Vou ter que desenhar qualquer dia. Escola é escola, Igreja é igreja. Você já leu em algum lugar na historinha de Jesus que esse, entrou numa escola para ensinar alguma coisa? É cada uma que parece duas, dizia meu pai.
Sobre o senso comum, de cara é preciso distinguir, senso comum da ciência, da filosofia, da religião. Sempre ensino, fazer filosofia é saber distinguir o porco do leitão. Porco é porco, leitão é leitão. O cara que me diz que é tudo a mesma coisa, logo desconfio. Sou de Minas Gerais, bicho cabreiro e desconfiado. Se porco fosse leitão, então, para que criamos o conceito de leitão? Que coisa maluca! Depois sobram para os pobres filósofos a dimensão da loucura. Gostaria de um último esclarecimento: o senso comum, ou seja, aquilo que a maioria das pessoas compreendem, é totalmente diferente das estatísticas, do ibope. Tem algumas pessoas que entendem que aquilo que dá ibope, é aquilo que é bom, é aquilo que mita!